Como se tornar um síndico profissional de sucesso?

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Nos últimos anos, com a profissionalização da gestão de condomínio, uma figura é cada vez mais constante em vários condomínios: o síndico profissional. Trata-se de um gestor que não é um morador, nem proprietário de uma unidade, mas de um prestador de serviços.

Para ser síndico, o profissional deve atender alguns requisitos e se capacitar. E, primeiro, deve ser uma pessoa que mantém uma relação estritamente profissional com o condomínio.

São diversas as razões que levam os condomínios a buscarem esse tipo de gestor. As mais comuns, entretanto, são a falta de disponibilidade de condôminos para exercer a função, falta de tempo ou necessidade de organizar as contas e a funcionalidade do condomínio.

Por esse motivo, vamos falar um pouco sobre como se tornar um síndico profissional.

Se quiser saber mais sobre, veja nosso artigo: O que faz um síndico profissional?

O que é necessário para se tornar um síndico profissional?

Antes de tudo, precisa ser qualificado para poder exercer a profissão com êxito. Ter conhecimentos básicos em Recursos Humanos, Administração, Direito e Contabilidade.

Não existe uma formação obrigatória, graduação ou exigência de um diploma. Pelo menos não por enquanto.

Contudo, existem sim, cursos que qualificam e capacitam o interessado em se tornar um síndico profissional. E esses cursos são um diferencial.

Aqueles que já tiveram a experiência de síndico morador, possuem uma boa base para se profissionalizar.

Qual o perfil ideal para se tornar um síndico profissional?

Algumas habilidades são essenciais na pessoa que deseja a profissionalização e a construção de uma carreira de sucesso como síndico profissional. Dentre elas, destacamos:

  • Comunicação clara e objetiva;
  • Paciência;
  • Organização;
  • Liderança;
  • Capacidade de negociação;
  • Imparcialidade;
  • Capacidade de gerenciar bem crises.

Essas são apenas as principais características, pois em seu dia a dia, o síndico vai precisar saber lidar bem com as pessoas e manter um ótimo relacionamento tanto com moradores quanto com colaboradores. Precisa, ainda, ter disciplina para trabalhar de maneira autônoma e independente.

E, principalmente, ser organizado para saber administrar seu tempo e gerir mais de um condomínio ao mesmo tempo, mantendo a qualidade de vida e realizado seu trabalho com excelência.

Quais as atividades de um síndico profissional?

A própria legislação, código civil, estabelece algumas funções que devem ser exercidas pelo síndico, seja ele profissional ou morador.

Outras são específicas de cada prédio, de acordo com cada realidade. Por isso, é essencial que o síndico conheça bem o que está disposto na lei e as necessidades do condomínio.

Dentre as atividades dos síndicos profissionais, destacamos:

  1. Convocação de assembleias e reuniões;
  2. Cumprir e fazer cumprir a convenção do condomínio, o regimento interno e as decisões das assembleias;
  3. Coordenar a equipe de colaboradores e contratar funcionários e empresas terceirizadas;
  4. Fiscalizar o pagamento das cotas condominiais e a inadimplência dos moradores;
  5. Representar o condomínio judicial e extrajudicialmente;
  6. Garantir a organização, preservação e manutenção das áreas comuns do condomínio;
  7. Organizar o cronograma de obras e reformas;
  8. Lidar com as demandas dos condôminos e mediar os conflitos.

 

Essas não são todas as funções do síndico, mas são as principais e as mais comuns. Alguma outra função pode ser incluída no contrato do síndico, mas são questões pontuais. Dependem da realidade de cada condomínio e do modelo de gestão.

Principais diferenças entre o síndico morador e o profissional

Podemos apontar algumas diferenças entre o síndico profissional e o síndico morador.

Elas não significam que uma opção é necessariamente melhor do que a outra. Apenas que uma modalidade de síndico atende as necessidades do condomínio melhor do que a outra.

As principais diferenças são que o síndico profissional é especializado. Portanto, tem qualificação para a função. A atividade ainda não é regulamentada no Brasil, mas geralmente esses profissionais fazem cursos de especialização.

O síndico morador, por sua vez, precisa apenas ser morador do prédio e ter interesse e disposição em assumir a incumbência no condomínio onde mora. Não é necessário fazer curso ou comprovar experiência, ou capacitação.

Uma diferença também é que a figura do síndico profissional é de alguém impessoal, sem envolvimento emocional com os moradores. Deve ter uma relação de cordialidade com os condôminos e colaboradores.

Dessa forma, o síndico profissional é preparado para resolver os conflitos sem tomar partido de um lado ou outro.

Outra diferença é que o contrato do síndico profissional geralmente tem 2 anos de duração, enquanto o síndico morador normalmente é eleito anualmente.

A última diferença que iremos apontar é que o síndico morador nem sempre é remunerado, ficando, muitas vezes, apenas isento do pagamento da cota condominial. Já o síndico profissional recebe remuneração para exercer o cargo.

Quem contrata um síndico profissional?

Tanto o síndico morador quanto o profissional são escolhidos pela maioria dos moradores, em Assembleia. A diferença é que o morador é eleito, enquanto o profissional é contratado.

É necessária a formalização da contratação. Além de constar em ata a qualificação do profissional escolhido, deve ser elaborado um contrato de prestação de serviços. Uma vez que esta é a natureza do serviço prestado por ele.

Nesse caso, surge um impasse, pois o síndico será o contratado, enquanto o contratante será o condomínio.

Mas, como é o síndico quem responde pelo condomínio, a dúvida que impera é:

Quem assina o contrato com o síndico profissional representando o condomínio?

 

A resposta é simples: basta que a mesma Assembleia que escolheu o profissional escolha também um dos condôminos para assinar o contrato.

 

A entrada de novos profissionais no mercado de administração condominial

Diante do cenário que vem se desenhando nos últimos anos, está ficando cada vez mais difícil conseguir bons empregos em profissões mais tradicionais. Por exemplo: como advogado, engenheiro, contador, administrador.

Como resultado, muitos desses profissionais estão migrando para outras profissões. E uma dessas, como foi dito anteriormente, é justamente a de síndico profissional. Por isso, temos visto o crescimento de profissionais de outras áreas para a administração de condomínios.

O síndico profissional pode ser contratado como Pessoa Física, na qualidade de prestador de serviço, sem a caracterização de relação de emprego.

Ou ainda, ser uma Pessoa Jurídica, devidamente cadastrada no CNPJ. Pode, inclusive, ser uma Administradora de Condomínios.

O setor é tão promissor que profissionais de diversas áreas se unem e abrem uma empresa de síndicos profissionais. São contadores, advogados e administradores que enxergam a oportunidade de montar uma carteira com vários condomínios. Ou seja, aumentar os ganhos dividindo as atividades.

Quem pode ser síndico profissional?

Ainda não existe, em nosso país, regulamentação para exercer a função de síndico profissional. Por isso, geralmente os profissionais fazem apenas um curso de capacitação.

Pode, via de regra, ser qualquer pessoa, mas é imprescindível que tenha algumas habilidades, como:

  1. Conhecimentos na área de administração, contabilidade, direito, dentre outras áreas;
  2. Organização e disciplina para a realização do trabalho;
  3. Boa comunicação para estabelecer um relacionamento eficaz com colaboradores e moradores;
  4. Inteligência emocional e capacidade de lidar com problemas e buscar a solução de conflitos.

 

A profissionalização da função de síndico traz maior eficiência à gestão dos recursos do condomínio e evita desgaste emocional dos moradores. Essa é a importância de se ter um síndico profissionalizado.

Os condomínios que escolhem essa modalidade de administração, geralmente possuem como objetivo uma gestão mais profissional. Uma gestão realizada de maneira mais isenta, sem envolvimento emocional com os condôminos.

Conclusão

A profissão de síndico vem ganhando relevância no mercado. É uma opção que vem sendo cada vez mais usada pelos condomínios, sempre em busca de uma gestão mais eficiente.

Mais ainda, ela não impede a presença de uma administradora de condomínios. Muitos condomínios possuem ambos trabalhando juntos.

Mesmo não sendo obrigatória a formação para exercer a profissão, o mercado vem exigindo cada vez mais profissionais qualificados para a gestão de condomínios.

Como resultado, profissionais de outros segmentos passaram a olhar para esse mercado. Dependendo do tamanho da carteira, o salário de um síndico profissional equivale ou supera a média salarial outras profissões.

Por isso, advogados, engenheiros, administradores, todos começam a enxergar oportunidades como síndicos profissionais.

Cursos para se tornar um síndico profissional de excelência

Uma graduação em Direito, Administração ou Ciências Contábeis já é um diferencial para ter êxito na profissão. Mas cursos de especialização ou pós-graduação em áreas complementares à sua formação principal também são de suma importância.

Um advogado, por exemplo, que faz um MBA em Gestão de Pessoas ou Gestão Empresarial, é um forte candidato a uma carreira de sucesso.

Entretanto, existem também cursos específicos de síndico profissional. São oferecidos por entidades do setor ou instituições de ensino. Tanto pela internet como em cursos presenciais.

5 cursos de síndico profissional em SP

Síndiconet

Com 24 anos de existência, o Síndiconet é um portal que funciona como apoio para síndico, moradores e administradores. Dentre os diversos cursos que a empresa oferece, existe o curso de síndico profissional.

Com carga de 15 horas e 12 módulos, o curso é indicado para profissionais ou iniciantes na área. Além disso, após a conclusão do curso é disponibilizado um certificado digital.

Senac

Popularmente conhecido por sua variedade de cursos livres, graduação e pós-graduação, o Senac é uma instituição de ensino com anos de experiência e diversas unidades em São Paulo e no Interior.

Dentre os cursos oferecidos pela empresa, existe o curso livre de Síndico. Com carga horária de 160 horas, os pré-requisitos do curso são:

  • Ter mais de 18 anos;
  • Formação completa no Ensino Médio.

O curso de síndico profissional é presencial, destinado para iniciantes e síndicos que já atuam no mercado.

Abrascond

Associação Brasileira de Síndicos Profissionais de Condomínio, a entidade oferece além de curso de síndico profissional, conteúdos e eventos sobre o mercado.

Por meio do projeto “Qualificar para a vida toda”, a empresa oferece o curso de formação de síndico profissional online, que é dividido em três módulos: básico, intermediário e avançado.

A carga horária para cada módulo é de 10 horas e, ao concluir o curso, o formando recebe um certificado reconhecido pelo mercado.

Unieducar

Com um curso online de formação de síndico profissional e gestão de condomínios – Gratuito, visa capacitar os profissionais interessados em se qualificar para atuar em uma profissão que tem altíssimo potencial de desenvolvimento e empregabilidade.

O curso de síndico profissional completo tem carga horária de 440h e custa R$ 1.391.10. O conteúdo programático traz: Noções Gerais de Direito, Pessoas Naturais: Reflexos no Estado Civil, Posse e Propriedade e Algumas Formas de Aquisição da Propriedade Imóvel.

FECAP

Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado é referência na área de Gestão de Negócios. Oferece cursos de bacharelado nas áreas de Administração, Ciências Contábeis, Ciências Econômicas, Publicidade e Propaganda, Relações Internacionais, Relações Públicas e Secretariado Executivo Trilíngue.

Também oferece um curso para administração de condomínios e síndico profissional com 3 módulos e carga horária total de 122h.

Escolher o curso de síndico certo

Esses são apenas alguns exemplos de cursos disponíveis. Existem outros no mercado com diferentes nomes e ministrados por diferentes profissionais. Portanto, na hora de escolher o melhor curso de síndico profissional, é necessário considerar alguns fatores.

O primeiro, é claro, é o investimento financeiro. Em segundo lugar, ver a duração do curso, os módulos, as atividades a serem desenvolvidas.

Outro aspecto importante é a escolha do profissional que vai ministrar as aulas. É recomendado verificar as credenciais e a formação acadêmica dele.

Formação e capacitação em administração condominial

Pra quem quer se tornar um síndico profissional, além dos cursos apresentados, é importante ter conhecimento em administração, finanças e também gostar de trabalhar com público.

Sendo assim, vale muito buscar por assuntos que envolvam o universo da administração de condomínios. Por exemplo:

  • Síndico de Sucesso;
  • Desafios do Mercado Condominial;
  • Aspectos básicos, Avançados (e Polêmicos) do Direito Condominial;
  • Habilidades Extraordinárias para Síndicos Profissionais – Os segredos para ser um Síndico de Sucesso.

Quanto ganha um síndico profissional?

Não vamos nos ater aos valores neste artigo, pois tudo isso depende muito da cidade e do tamanho do condomínio. Não existe uma tabela de preços, uma fórmula mágica para se chegar à remuneração justa.

Mas é importante saber precificar o serviço e alguns dos fatores a serem considerados são a quantidade de unidades, a cidade e bairro do condomínio.

Alguns profissionais estabelecem valores por hora, enquanto outros preferem estabelecer uma remuneração fixa mensal. Há, ainda, a possibilidade de remuneração baseada em um percentual da arrecadação mensal do condomínio.

A grande vantagem de ser um síndico profissional é que é possível administrar vários condomínios ao mesmo tempo e, dessa forma, permitir uma boa remuneração. Compatível ou superior à muitas profissões de mercado.

Porém, é importante ressaltar que, independentemente da forma de remuneração, o síndico terá um desconto de 11% a título de contribuição previdenciária, que deverá ser complementada pelo condomínio com o percentual de 20%.

A única hipótese de dispensa é se o síndico já contribuir, por outra relação de emprego, com o teto do INSS.

Como é escolhido o síndico profissional

Os moradores ou uma comissão podem fazer entrevistas e pré-selecionar alguns candidatos. Pelo menos duas propostas devem ser apresentadas em assembleia, onde deverá haver uma votação para a escolha do melhor candidato, que terá um mandato de 2 anos.

É a ata de eleição de síndico da assembleia que dará poderes ao síndico para representar o condomínio em juízo. Entretanto, é sempre bom resguardar os direitos de ambos por meio da elaboração de um contrato particular de prestação de serviços, seja com pessoa física ou jurídica.

A profissionalização da função de síndico

O aumento do número de condomínios fechados, tanto horizontais quanto, especialmente, verticais, a falta de tempo e de interesse dos condôminos em exercer a função e a necessidade de uma gestão condominial mais profissional, estão levando cada vez mais pessoas a migrarem para essa profissão.

Não resta dúvidas de que cada vez mais profissionais vão sair de áreas mais tradicionais como Direito e Contabilidade para buscar novos rumos, sendo o síndico profissional uma dessas novas carreiras em ascensão, por apresentar possibilidade de excelentes ganhos financeiros, flexibilização das horas de trabalho e, acima de tudo, qualidade de vida.

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